Tendências de processos seletivos em 2022

O profissional que está em busca de recolocação profissional ou quer fazer uma movimentação de carreira em 2022, precisa estudar as tendências de processos seletivos deste ano para se preparar para as mudanças que acontecerão, e dessa forma, garantir uma recolocação profissional mais rápida e menos custosa emocionalmente.

Não é novidade que o ano de 2020 trouxe com a pandemia inúmeras mudanças e para as empresas superarem a crise, elas foram pressionadas a fazer ajustes em planejamentos estratégicos, prioridades de projetos, milestones, etc.

O ano de 2022 se inicia numa realidade totalmente diferente, e os profissionais enfrentarão os reflexos destas mudanças, percebendo a adaptação e formalização delas no mercado de trabalho, e consequentemente as alterações nos processos seletivos e entrevistas deste ano. Continue a leitura.

As 6 principais tendências do mercado e processos seletivos em 2022 

Tendência 1: O início do fim dos planos de carreira

Antigamente, quando o profissional entrava em uma grande empresa, era muito comum já ter garantido seu plano de carreira dentro desta corporação. 

Logo nos primeiros dias de adaptação e onboarding, o profissional que tinha acabado de entrar como analista, já recebia a promessa que em um prazo determinado de tempo seria promovido à especialista, e em sequência à supervisor, coordenador, gerente e finalmente à  executivo – caso atingisse suas metas e as expectativas da empresa, claro. 

Atualmente, o plano de carreira não é mais focado em uma pirâmide hierárquica onde o colaborador vai subindo cada degrau conforme é promovido e o tempo passa: hoje o foco é em atuação de projetos, em que o profissional é realocado conforme a necessidade da empresa ou do mercado.

Na prática, um profissional entrou na empresa XYZ como analista. Depois de um certo tempo e com a conclusão de um projeto que esteja atuando, este mesmo profissional faz uma movimentação de carreira horizontal, onde ele permanece como analista, pode ganhar um aumento de salário (ou não) e atuar em novo projeto mai complexo dentro desta mesma empresa, onde pode se desenvolver e crescer na carreira da mesma forma. 

Este formato de plano de carreira mostra a redução da demanda por profissionais com cargos altos, como gerentes e executivos. Antes, as empresas costumavam ter dezenas de gerentes e executivos, mas atualmente estão optando por apenas um ou dois de cada um. 

Portanto, se o profissional prefere buscar por oportunidades que oferecem planos de carreira, o mesmo deve optar por empresas que já ofereçam um modelo misto, que permitam e valorizem o desenvolvimento do profissional, mas por outros meios, como a movimentação horizontal através de projetos. 

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Tendência 2: Consolidação de processos seletivos em formato online para todas as senioridades

Antes da pandemia, havia um certo preconceito contra os processos seletivos online e era possível notar que apenas empresas mais avançadas tecnologicamente utilizavam videoconferências para fazer seus processos seletivos e mesmo estas ainda não usavam este formato para todos os tipos de cargos, pois eram focados apenas em cargos como assistente, estagiário, analista ou especialista, e raramente eram aplicados em cargos altos como para gerência e executivos. 

Entretanto, com a impossibilidade de seguir com processos seletivos presenciais durante a pandemia, as empresas precisaram ampliar o formato online e hoje ele tem seu espaço consolidado até mesmo em processos de cargos mais seniores. 

Essa mudança acompanha também uma leve alteração de mindset em relação aos processos seletivos. Independente do seu formato, hoje as empresas prezam mais por dados e resultados dos candidatos do que o “feeling” que o recrutador sentia ao conversar e se conectar com o candidato. 

A diferença entre Entrevista Online e Entrevista digital 

Ainda nesta tendência 2, é importante explicitar a diferença destes dois tipos de entrevistas que estão em alta em 2022. Ambas são feitas de forma remota e longe da estrutura física da empresa recrutadora, mas elas possuem suas diferenças. 

Na entrevista online, o recrutador tem interação em tempo real com o candidato à vaga.

Já na entrevista digital, os recrutadores não têm tal interação em tempo real. A empresa que está recrutando manda uma série de perguntas aos candidatos e estes devem gravar suas respostas e enviá-las para a análise. Depois do processo seletivo, a empresa pode ainda acessar suas respostas para avaliar seu perfil para outras oportunidades. Então, se o profissional se sair bem na entrevista digital, isso contará de forma positiva para outros processos seletivos daquela empresa.

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Tendência 3: As empresas estão buscando gestores que saibam gerenciar times remotos e híbridos

Para gerenciar um time remoto ou híbrido, não basta apenas adaptar o estilo de comunicação. A forma de liderar muda completamente e os líderes precisam estar cientes desses ajustes se estão em busca de recolocação profissional em 2022. 

O gestor precisa reavaliar sua forma de gestão, seu jeito de lidar com os colaboradores e com o time, rever a confiança que possui nas pessoas e ainda o formato e frequência das cobranças. 

O foco do gestor de uma equipe remota é orientar as pessoas a cumprirem metas específicas dentro de um período estabelecido. Por isso, é preciso rever como as tarefas são passadas e ajustá-las para um modelo mais prático, definido a tarefa e a data de entrega. 

Com essa percepção de uma nova liderança, vemos também uma tendência das empresas de aumentar o investimento em novas tecnologias para comunicação e produtividade entre equipes, a fim de melhorar principalmente o gerenciamento dos líderes. 

Dicas para liderar um time remoto ou híbrido

Reunimos abaixo as melhores práticas para liderar um time remoto, de acordo com o livro

“The Long-Distance Leader: Rules for Remarkable Remote Leadership” de Kevin Eikenberry e Wayne Turmel: 

  • Se adaptar aos diferentes estilos de comunicação: assim, o profissional garante que vai se comunicar de forma correta e com o canal correto e não mostra uma gestão controladora;
  • Não perder o relacionamento com a equipe: é fácil perder a proximidade quando os times estão distantes, entretanto, o gestor deve fazer o possível para se manter conectado com seus colaboradores;
  • Reforçar com frequência os objetivos da empresa: como remotamente a interação fica mais distanciada, é importante que o líder converse e retome sempre os objetivos da empresa e da equipe;
  • Delegue tarefas publicamente: esta é uma boa estratégia para os líderes que desejam alto engajamento em suas equipes;
  • Invista em treinamentos: se o profissional está com dificuldades em organizar as tarefas da equipe remota, o mesmo deve buscar por capacitação de gestão de tempo e de produtividade, mas não aceitar ficar para trás;

Lembre-se: os gestores que têm experiência em gestão remota estão nas melhores e maiores empresas do mercado de trabalho. Eles já conhecem este formato de trabalho e já atuam com ele já há anos, pois geralmente são profissionais que lideram times regionais, LATAM, etc. Este tipo de profissional será extremamente assediado no mercado de trabalho. 

Tendência 4: A gestão será ainda mais focada em resultados

Saiba que se o colaborador não gera resultados concretos, ou está fora do perfil cultural da empresa, será muito difícil mantê-lo. Essa premissa sem dúvidas é uma tendência para este ano. 

No presencial, os colaboradores desenvolvem de forma livre a afinidade com os colegas e principalmente com gestores, e assim, aqueles que se dão melhor com as pessoas, acabam ganhando mais destaque na empresa (justa ou injustamente). 

No trabalho remoto, essa situação muda. Com todos os colaboradores igualados em termos de proximidade, somente aqueles que entregam grandes resultados terão verdadeiro destaque

Chances de destaque por presença na estrutura física do escritório entre colaboradores e gestores tende a se desfazer. Vão se sobressair apenas as pessoas que entregam resultados palpáveis e perceptíveis. 

Tendência 5: Home office profissionalizado é garantia de mais produtividade

Uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA) afirma que 46% das empresas adotaram o home office durante a pandemia causada pela covid-19. Percebemos assim a importância de discutir a formalização do trabalho remoto, que foi uma tendência dominante em 2020 e continuará sendo aderida por milhares de empresas.  

Com a chegada da pandemia, as empresas tiveram que estabelecer regras para o trabalho remoto de forma rápida e muitos processos foram improvisados. Agora, chegou o momento de rever tais métodos e melhorá-los, para garantir melhor desempenho e produtividade dos colaboradores. 

É necessário profissionalizar os processos do home office e encará-los com seriedade. As empresas tornam isso possível através da implementação de regras e de incentivos ao formato, como: 

  • Compra de itens para o escritório como cadeira, mesas, suporte de notebook, mouse pad ergonômico, etc;
  • Cuidado com a ergonomia e saúde dos colaboradores através de campanhas de conscientização;
  • Auxílio para pagamento de contas de luz e internet;
  • Ajuste contratual adicionando o novo formato de trabalho remoto, com o estabelecimento de regras e responsabilidades de cada ponta;
  • Contratação de ferramentas para o acompanhamento da performance dos times; 
  • Entre outros.

Tendência 6: Mudança do perfil comportamental desejado pelas empresas

Com tantas mudanças iniciadas após a pandemia, é claro que o perfil mais interessante para as empresas também se alteraria. 

O comportamento das empresas mudou bastante para se ajustarem ao novo cenário, então, hoje elas precisam de profissionais cada vez mais dinâmicos e menos inflexíveis, pois estes têm mais dificuldades de adaptação. 

Abaixo, a driverh enumera as competências mais desejadas pelas empresas neste ano de 2022: 

Competências mais desejadas em 2022

    • Aprendizado ágil: o profissional que se adapta a mudanças rápidas e bruscas – o mercado atual é muito mais dinâmico, rápido e digital – as empresas desejam trabalhar com os profissionais que entendam que o novo normal é um ambiente de alta competitividade;
    • Pensamento críticos: sabem criar soluções que priorizem o melhor para a empresa;
    • Resiliência profissional: pessoas que conseguem se manter produtivas apesar das notícias negativas e momentos difíceis. Pessoas dispostas a vencer obstáculos. Diferente do perfil proativo, esse é aquele profissional que “dobra, mas não quebra”. 
    • Capacidade de trabalho em ambiente virtual: se o profissional já tiver experiência trabalhando no remoto, melhor ainda. As empresas terão muito mais interesse em perfis como este.

E para finalizar, veja abaixo as áreas que estarão em alta em 2022: 

Áreas em alta em 2022: 

  • TI: Esta área é a primeira que as empresas pensam em um momento como este, em que a digitalização dos negócios é imprescindível. É essa a área que irá levar as empresas para um próximo nível de produtividade e gestão de dados.
  • RH: Com a entrada de novos formatos de trabalho como o home office, a área de Recursos Humanos foi muito mais demandada para estabelecer novos processos, regularizar contratos, rever e buscar novos talentos, etc. 

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Conte com uma consultoria especializada nas maiores e melhores empresas

Como você percebeu neste artigo, é essencial estar preparado para o mercado de trabalho que está em frequente mudança.

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